Sinto-me uma vaca!

21.4.15

Já somos 4 cá em casa. O pequeno S já tem 26 dias e começa agora a querer estar mais tempo acordado. Antes mal acabava de mamar colocava-o na cama e ele quase que adormecia instantaneamente. Agora, às vezes, fica acordado de mamada para mamada. Como ainda não chegou a nova espreguiçadeira tem sido um pouco difícil quando ele não quer dormir e por isso não quer ficar na cama sozinho. É normal mas devido a isso ainda não consigo fazer muita coisa cá por casa. 

Hoje consegui um tempinho para vos contar as novidades.
O S está a crescer bem, nasceu com 47 cm e já tem 52 cm. Estou a dar de mamar em exclusivo e ele tem aumentado bem de peso. Tem dias que parece que não faço outra coisa se não dar de mamar. Neste campo, ele e eu ainda estamos a aprender. É difícil perceber o que é certo ou errado. Uns dizem umas coisas outros outras. Até agora está a correr bem no sentido que ele tem aumentado o que deve e eu ainda não tenho feridas. Mas e quanto tempo deve estar na mama? Oferecer sempre a outra, sim ou não? Tem alturas que parece um pintainho de bico aberto à procura de algo. Mas como saber que tem fome e não é apenas vicio de chuchar na mama? Ele ainda não é eficiente e eu tenho medo que ele fique com fome e por isso vou-lhe dando. E, assim, neste processo de dar de mamar, arrotar, mamar mais um pouco, arrotar novamente, mais um pouco, esperar para ver se ele está bem, colocá-lo um pouco na vertical para bolsar pouco, trocar a fralda, às vezes trocar a fralda de novo (parece que ele gosta mais de fazer numa fralda limpa), depois às vezes parece que quer mais leite... quando dou por mim já passou hora e meia. A pediatra diz que, como só dou uma mama, para estar no máximo 20 minutos. Mas com tantas paragens os 20 minutos a mamar facilmente se transformam numa hora. Apesar de tudo está a correr bem.
Da outra vez foi tudo diferente. Logo no primeiro ou segundo dia fiquei com feridas e as enfermeiras para darem descanso à mama (disseram elas e eu inexperiente, aceitei) deram-me um suplemento para dar ao bebé. Eu acho que foi o principio para correr tudo mal. O bebé não aprendeu a pegar sem magoar. As feridas continuaram, mesmo com os vários cremes que experimentei, e para sofrer menos, fui retirando o leite com uma bomba em casa. Não o fazia sempre mas foi o suficiente para ele começar a puxar menos na mama, penso eu. Não dizem que beber pelo biberão dá menos trabalho? O pediatra disse que não valia a pena estar a ter tanto trabalho (passava horas a retirar  leite com a bomba) e que a continuar o melhor era pensar em dar leite em pó. Fiquei triste e resolvi dar nova oportunidade. Até à consulta seguinte voltei a dar só a mama mas nessa altura se calhar já foi tarde. Ele provavelmente já estava habituado a beber do biberão e não aumentou o que devia ter aumentado. Na consulta o pediatra indicou que deveria começar e dar-lhe leite em pó e foi assim que aos 2 meses o R começou a beber esse leite.
Ainda estava grávida quando uma enfermeira disse-me que 80% do trabalho era do bebé, ele tinha de pegar bem, e não é fácil ensinar um bebé recém nascido a mamar. Como disse, felizmente o S deve pegar bem na mama porque ainda não tenho feridas. Nunca dei suplemento nem retirei o leite com a bomba. Não quero fazer os mesmos erros. Ainda estava grávida e este assunto já me preocupava. Por sugestão da enfermeira comecei a aplicar o Purelan 100 da Medela às 37 semanas de gestação e agora a seguir a cada mamada aplico sempre. Neste momento, este é o meu ritual de beleza :)

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